..::CRÍTICAS::..
PINTURA Retratos do incomensurável da imaginação, descrições de exacerbação dos sentidos, revelações de uma tentativa de apreender o sentido da existência, o que nos salta logo à primeira visão dos quadros de Celio Seixas é a proposta de criação verdadeiramente livre, em todos os seus aspectos. Livre da verossimilhança das figuras, dos padrões de estética, da lógica do mundo concreto. Livre, portanto, para realizar a sua figuração, para resolver a sua estética, para seguir o seu padrão de humanização dos elementos da natureza ou da tecnologia. A técnica da pintura de Célio Seixas segue o histórico das suas fases mentais - o uso das cores escuras, fortes ou das cores suaves e agradáveis, os contornos de crueldade ou de ternura, o traço bem definido, o fundo ressaltando ou se confundindo com a forma, tudo acompanhando a dinâmica das razões de ser no percurso da sua vida real. No momento, vemos nele e nas suas telas um sentido social de integração das coisas, um juntar os normalmente incompatíveis, num enlace de harmonia visual, gerando uma aceitação cosmológica das contradições dos nossos universos.

Rio de Janeiro, dezembro de 1982.

Crítica de: IVANE SALES


A preocupação ecológica, a revelação do orgânico através do erótico e do edênico, o simbolismo sempre da redenção da natureza através do verde e da fauna vão marcando uma linguagem pictórica que já assumiu sua tipologia específica. Há sempre uma contorsão, uma compressão, alternativas de repressão e da luta existencial. Sobrepondo-se a esta visão do mundo, a qualidade de uma pintura filtrada, sugerindo volumes ligando as formas como produto de caprichosa montagem.

Exposição Individual Espaço Cultural Banco Central

Rio de Janeiro, 1992

Crítica de: WALMIR AYALA


Há anos Celio Seixas vem se dedicando ao incentivo das atividades artísticas e culturais na Zona Oeste, onde nasceu; oriundo de Campo Grande, tinha seu atelier e uma Cerâmica na qual dedicava parte de seu tempo. Atualmente, residindo na Pedra, sendo um dos incansáveis gestores da Casa de Cultura e Ecologia.

A pintura de Celio é de profunda exuberância temática. Formas e linhas dinâmicas se rompem e se encontram numa permanente procura de síntese existencial e, a partir da fragmentação da figura feminina, presença constante e marcante em seus quadros, natureza e ser fundem-se num todo harmonioso.

Casa de Cultura e Ecologia

Pedra de Guaratiba-RJ, 1992

Crítica de: LUCIANO DUFRAYER (JORNAL RIO ARTE)


Pesquisar as formas com liberdade, através da união do talento com uma inesgotável fonte de criatividade, constitui a fórmula com a qual Celio Seixas executa seus projetos e vai conquistando, merecidamente, um lugar de destaque no mundo das artes plásticas.

Matéria no Jornal Recreio, 1979

Crítica de: JAQUELINE LEÃO


A preocupação ecológica, a revelação do orgânico através do erótico e do edêmico, o simbolismo sempre da redenção da natureza através do verde e da fauna, vão marcando uma linguagem pictórica que já assumiu sua tipologia específica.

Publicação no Catálogo de Artes (Guia do Mercado de Artes), 1982

Crítica de: WALMIR AYALA


Luz  esquecida indecifrável cor
Há quem melhor a descreva
A veja, em formas presas ou livres
Os contornos de seres inexistentes/real
Máquinas/organismos imagináveis?
O universo ódio/amor puro, belo, cruel
Explode em sons e carne no espaço
Em máquinas, em vida, no tempo, em alguém
a observar em meio a frieza metálica
O infantil brinquedo do tempo, do cotidiano
E conhecê-lo, vivê-lo, modificá-lo
Ele com sua técnica, sua força
Sua arte é o seu canto ao infinito

(Ao homem desconhecido)

(Do poeta e Amigo Marcos Augusto) Para abertura da exposição no Teatro Arthur Azevedo.




..::MOSTRAS INDIVIDUAIS::..

  • 1976 - Galeria Flora (Campo Grande - RJ).
  • 1976 - Salão Odete Barcelos (Assembléia Legislativa do RJ).
  • 1976 - Grêmio Procópio Ferreira (Santa Cruz - RJ).

  • 1977 - Galeria Casa Cruz (Campo Grande - RJ).
  • 1977 - Cassino Bangu - RJ.
  • 1977 - XVII Região Administrativa (Comemoração à Semana da Pátria).
  • 1977 - Florate - Atelier (Campo Grande - RJ).
  • 1977 - Salão de Artes Contemporânea (Soc. Brasileira de Belas Artes - RJ).

  • 1978 - Museu Universitário Augusto Motta (SUAM - RJ).
  • 1978 - Teatro Arthur Azevedo (Campo Grande - RJ).
  • 1978 - Centro Educacional Calouste Gulbenkian (Rio de Janeiro - RJ).
  • 1978 - Galeria São Genário (Copacabana - RJ).

  • 1979 - Exposição Individual Palácio da Cultura Silveiras (São Paulo - SP).
  • 1979 - Exposição de Arte e Pensamento Ecológico (MEC - RJ).
  • 1979 - III Mostra da Primavera (Escola Naval - RJ).
  • 1979 - Salão de Marinhas (Soc. Brasileira de Belas Artes - RJ).
  • 1979 - II Encontro de Arte (Campo de Santana - RJ).

  • 1980 - Galeria de Artes Delfim (Copacabana - RJ).
  • 1980 - III Mostra de Artes (Assoc. Brasileira de Desenho e Assoc. Brasil de Imprensa - RJ).
  • 1980 - XIV Salão de Maio (SBBA, MEC - RJ).
  • 1980 - II Salão da Ferrovia (Rede Ferroviária Federal - RFFSA - RJ).
  • 1980 - II Salão Municipal de São João de Meriti (Rio de Janeiro - RJ).
  • 1980 - III Salão de Artes Plásticas da AECPRM (Rio de Janeiro - RJ).
  • 1980 - I Salão de Pintura do Rio de Janeiro (Centro Educacional Calouste - RJ).
  • 1980 - IV Salão de Artes Plásticas da Polícia Militar (Rio de Janeiro - RJ).
  • 1980 - I Salão do Círculo Policial Brasileiro (Palácio da Cultura MEC - RJ).
  • 1980 - Galeria Montmetre (Botafogo - RJ).
  • 1980 - Improviso Galeria de Arte (Tijuca - RJ).
  • 1980 - II Salão Nacional de Artes Plásticas (Museu de Arte Moderna - RJ).
  • 1980 - IV Salão Comunitário da Universidade Fluminense (Niterói - RJ).
  • 1980 - Arte Boi Exposição Temática (Montes Claros - MG).

  • 1982 - Espaço Cultural do Banco Central do Brasil (Rio de Janeiro - RJ).

  • 1983 - Galeria de Artes Maria Eugênia (Gávea - RJ).

    ..::PRÊMIOS RECEBIDOS::..

    >>> Medalha de Ouro - Sociedade Brasileira de Belas Artes.
    >>> Medalha de Ouro - Primeiro Salão de Arte Contemporânea - Sec. de Cultura - RJ.
    >>> Medalha de Ouro - Primeiro Salão de Artes da AMORC - RJ.
    >>> Medalha de Bronze - Primeiro Encontro de Artes Campo de Santana - RJ.
    >>> Medalha de Bronze - XIV Salão de Maio - Sociedade Brasileira de Belas Artes - RJ.
    >>> Medalha de Bronze - Assoc. Brasileira de Desenho e Assoc. Brasileira de Imprensa - RJ.
    >>> Menção Honrosa - III Salão de Artes Plásticas da AECPRM - RJ.
    >>> Diploma de Louvor Artístico - Primeiro Salão de Pintura do RJ.
    >>> Medalha de Bronze - IV Salão de Artes Plásticas da Polícia Militar - RJ.
    >>> Diploma Municípios Fluminenses - II Fase do Salão de Artes Municípios Fluminenses - RJ.
    >>> Medalha de Bronze - IV Salão de Artes Plásticas da Polícia Militar - RJ.
    >>> Biografia Inserida no Dicionário de Artes Interarte Brasil de Júlio Louzada.


    ..::OUTRAS REALIZAÇÕES::..
    Fundador da Casa da Cultura e Ecologia importante espaço Cultural Fundado em 1989 na Pedra de Guaratiba, onde realizou dezenas de eventos ligados a cultura popular, lutando também pela preservação de importantes áreas verdes da região. O que resultou, com o apoio da equipe de ecologia a criação de três importantes áreas de proteção ambiental (APAS). A APA das brisas na praia da brisa, a da Capoeira grande e a do morro do Silvério em Pedra de Guaratiba, todas elas preservadas e protegidas por lei, com o apoio na época do vereador Alfredo Sirkis.


    ..::PUBLICAÇÕES::..